"Se, para estar agora apaixonada,
Foi necessário andar desiludida,
Alegra-me sentir que fui odiada
Na certeza imortal de ter vencido!"
"As ilusões :
Também têm os seus mais preferidos;
E àqueles que ficaram na ruína
Do pensamento, e são - por graça de conquista
Os pálidos mortais desiludidos,"
"Eu olho para tudo que enxameia
Nesta viela escura da existência
Como quem se debruça num abismo
E fica revolvendo a consciência."
"Mas quando um ano acaba e outro vem,
Embora a minha fronte e os meus cabelos
Envelheçam na marcha para o fim
E um sabor de renúncia e de cansaço
Vibre, cantando, aqui, dentro de mim,
Rebenta-me no peito uma esperança
Tão lúcida, tão viva, e tão ungida
Na fé que ponho nesta minha inicial certeza:
Se, para estar agora apaixonada,
Foi necessário andar desiludida,
Alegra-me sentir que fui odiada
Na certeza imortal de ter vencido"
"O que desejei às vezes
Diante do teu olhar,
Diante da tua boca!
Quase que choro de pena
Medindo aquela ansiedade
Pela de hoje - que é tão pouca!
Tão pouca que nem existe!
De tudo quanto nós fomos,
Apenas sei que fui triste."
"Mas agora, rasgaram-se as névoas,
As águas acordaram e ficaram pasmadas.
Sinto-me perto de tudo o que foi teu,
Que os meus olhos tiveram alegremente.
Guardo na história dos tempos,
As lembranças diluídas,
Do meu romance guerreiro
Mesclado de sonho...."
"Mas agora percebo,
Que para possuir o que me foi dado,
Tudo perdi, e eu própria andei perdida,
Que para ver hoje o que fiz realizado,
Cheguei a ser negada e combatida."
"Mas por tudo o que me deste
Inquietação, cuidado,
Um pouco de ternura,
Noites de insónia e ansiedade...
Por tudo isso o meu obrigada.
Por aquela tão doce
E tão breve ilusão
Embora nunca mais depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita a minha gratidão."
"Porque sempre que me lembro: do sabor que tinha
A tua boca na minha.... e o eco dos teus passos....
O teu sorriso de fonte... os teus braços....
Os teus beijos.... a tua mão na minha....
"Só gostava de encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!"
Às vezes dizem-me: esquece!!!!
Esquecer? Para quê?
"Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar,
Mais doidamente me lembrar de ti!
E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim!
Por isso agora, claramente vos digo:
""Se, para estar agora apaixonada,
Foi necessário andar desiludida,
Alegra-me sentir que fui odiada
Na certeza imortal de ter vencido!"
Vários poetas
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Quem não ama não vive
Já na minha alma se apagam
As alegrias que eu tive;
Só quem ama tem tristezas,
Mas quem não ama não vive.
Andam pétalas e folhas
Bailando no ar sombrio;
E as lágrimas, dos meus olhos,
Vão correndo ao desafio.
Em tudo vejo Saudades!
A terra parece morta.
- Ó vento que tudo levas,
Não venhas á minha porta!
E as minhas rosas vermelhas,
As rosas, no meu jardim,
Parecem, assim caídas,
Restos de um grande festim!
Meu coração desgraçado,
Bebe ainda mais licor!
- Que importa morrer amando,
Que importa morrer d'amor!
E vem ouvir bem-amado
Senhor que eu nunca mais vi:
- Morro mas levo comigo
Alguma cousa de ti.
Por António Botto in Canções
As alegrias que eu tive;
Só quem ama tem tristezas,
Mas quem não ama não vive.
Andam pétalas e folhas
Bailando no ar sombrio;
E as lágrimas, dos meus olhos,
Vão correndo ao desafio.
Em tudo vejo Saudades!
A terra parece morta.
- Ó vento que tudo levas,
Não venhas á minha porta!
E as minhas rosas vermelhas,
As rosas, no meu jardim,
Parecem, assim caídas,
Restos de um grande festim!
Meu coração desgraçado,
Bebe ainda mais licor!
- Que importa morrer amando,
Que importa morrer d'amor!
E vem ouvir bem-amado
Senhor que eu nunca mais vi:
- Morro mas levo comigo
Alguma cousa de ti.
Por António Botto in Canções
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Inaugurada a palavra
Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra.
De um sorriso,
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Um coração já disponível...
E pronto a pulsar
Na nossa mão!
E na palavra inaugurada,
Não há erro constituido, explorado!
É uma verdade tão somente evocada e praticada,
Nessa palavra inaugurada,
Mal nos conhecemos!
Inauguramos a palavra.
De um sorriso,
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Um coração já disponível...
E pronto a pulsar
Na nossa mão!
E na palavra inaugurada,
Não há erro constituido, explorado!
É uma verdade tão somente evocada e praticada,
Nessa palavra inaugurada,
Mal nos conhecemos!
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Sem nada
Hoje sinto-me triste, de uma tristeza que não tem nome!
Sinto-me ausente, de uma ausência que não tem forma!
Sinto-me perdida, de uma desorientação que não tem rumo!
Sinto-me cansada, de um cansaço que não tem tréguas.
Hoje sinto-me assim, por nenhum motivo que seja razoável!
Sinto-me ausente, de uma ausência que não tem forma!
Sinto-me perdida, de uma desorientação que não tem rumo!
Sinto-me cansada, de um cansaço que não tem tréguas.
Hoje sinto-me assim, por nenhum motivo que seja razoável!
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Vale a pena pensar nisto
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
A liberdade é uma maluca, que sabe quanto vale um beijo!
Que magnífico......
http://www.youtube.com/watch?v=0GNMYi0kNtM&feature=related
Façam click vale mesmo a pena! Brilhante!
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso:
Chega onde tu quiseres mais goza bem a tua rota....
E .... enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar!
Emocionante.
http://www.youtube.com/watch?v=0GNMYi0kNtM&feature=related
Façam click vale mesmo a pena! Brilhante!
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso:
Chega onde tu quiseres mais goza bem a tua rota....
E .... enquanto houver estrada para andar a gente vai continuar!
Emocionante.
Etiquetas:
Fabuloso,
Jorge Palma; Sr Fresco
Se

Se não houver frutos valeu a beleza das flores.
Se não houver flores, valeu a sombra das folhas.
Se não houver folhas valeu a intenção da semente.
Se não houver quem te veja.
Valeu o teu tempo junto ao espelho.
Se não houver quem te entenda.
Valeu o teu esforço por te fazeres perceber.
Se não houve alma que te acolhesse,
Valeu o tempo que ela te contemplou.
Se não houve rio que levasse as tuas almas,
Valem a sua limpidez onde viste a tua face.
Se não houve quem ficasse segurando a tua testa,
Valeu o tempo que passaste contigo mesma.
Se não houve quem construísse pontes até ti,
Valeu o esforço de tentares passar as suas muralhas.
Se não houve quem te ouvisse,
Valeu a intenção do teu discurso.
Mas...
Se não houve alguém que te amasse,
Então de nenhum esforço surgiu a glória.
Então de nenhum átomo da tua história valeu o esforço.
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