domingo, 22 de abril de 2012
Dentadinha Doce: Bolo de Pão de Ló com recheio de Doce de Ovos e co...
Dentadinha Doce: Bolo de Pão de Ló com recheio de Doce de Ovos e co...: Bolo de Pão de Ló com recheio de Doce de Ovos e cobertura de Pasta Portuguesa Bolo apresentado com aproximadamente 0,5Kg (18€Kg)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Ela

Ela saiu de casa sem saber que alma tinha dentro de si. Muitas
vezes o que fazemos são gestos repetidos, e ela sabias os de cor…. E estava
cansada de pisar o mesmo trilho, de sonhar as mesmas desventuras, de chorar as
mesmas magoas, de ver e rever vezes e vezes, no seu sombrio e ausente quarto,
aquilo que não estava arrumado no sítio certo, mas que ela não consiga encaixar
em lado nenhum!
Saiu, sem saber por onde ia… apenas a lua a acompanhava… nem ela
se sentia, só o vento a sentia, só o sangue que não dela lhe corria, e ela só queria
parar, pensar, ouvir, ouvir-se, sentar-se, sentir, sentir-se…
Sentou-se no chão, no meio de um traço continuo… e pensou:
parar…. Seguir em frente? Apagou a vela que trazia dentro de si, a iluminar-lhe
a sombra, fechou o livro dos seus trinta anos e seguiu em frente!
terça-feira, 6 de setembro de 2011
What If
What if there was no light
Nothing wrong nothing right
What if there was no time
And no reason or rhyme
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life
What if I got it wrong
And no poem or song
Could put right what I got wrong
Or make you feel I belong
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life
Oooh that's right
Let's take a breath jump over the side
Oooh let's tryH
ow can you know it when you don't even try
Oooh that's right
Every step that you take
Could be your biggest mistake
It could bend or it could break
That's the risk that you take
What if you should decide
That you don't want me there in your life
That you don't want me there by your side
Nothing wrong nothing right
What if there was no time
And no reason or rhyme
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life
What if I got it wrong
And no poem or song
Could put right what I got wrong
Or make you feel I belong
What if you should decide
That you don't want me there by your side
That you don't want me there in your life
Oooh that's right
Let's take a breath jump over the side
Oooh let's tryH
ow can you know it when you don't even try
Oooh that's right
Every step that you take
Could be your biggest mistake
It could bend or it could break
That's the risk that you take
What if you should decide
That you don't want me there in your life
That you don't want me there by your side
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Atitude
Ela
"(...) Com certeza já deves ter ido a uma festa e descoberto que em determinado lugar da sala te sentes melhor e mais segura do que noutro. Isso é uma pálida comparação com o Aleph. Se encontrares o lugar certo para estar na festa, essa energia ajuda-te a ser mais segura e mais presente. (...) o pequeno Aleph aparece sempre por acaso. A primeira coisa que surge é uma imensa vontade de chorar, não de tristeza nem de alegria, mas de emoção. Tu sabes que estás a compreender algo, mesmo que nem sequer consigas explicá-lo a ti mesma.
(...) No entanto o grande Aleph ocorre quando duas ou mais pessoas têm algum tipo de afinidade muito grande se encontram por acaso no pequeno Aleph. Estas duas energias diferentes completam-se e provocam uma reacção em cadeia, são o pólo positivo e negativo de qualquer bateria, o que faz acender a lâmpada. Elas transformam-se na mesma luz. Os amantes que se encontram depois de muito, muito tempo. Ou aquele que é provocado pelo acaso quando duas pessoas que o Destino escolheu para uma missão específica se encontram no sitio certo. Isto é, duas pessoas podem viver uma vida inteira ao pé uma da outra, ou então podem encontrar-se apenas uma vez, e despedirem-se para sempre porque não passaram pelo ponto físico que faz jorrar de forma descontrolada aquilo que as uniu neste mundo. Ou seja, afastam.se sem perceberem bem o que as aproximou. Mas, se Deus assim o desejar, aqueles que uma vez conheceram o amor voltam a encontrar-se.
É o chamado amor à primeira vista (....)"
Ela acreditava que naquele bar junto ao balcão, onde inúmeros corpos se união numa dança comum, ela tinha encontrado alguém que já conhecia de há muito tempo.
Não dali, não daquele tempo.... o conforto e a segurança que sentia ao pé dele, não podia ser do momento, mas sim de um longo caminho em conjunto.
Ela dissera-lhe: "Deixa-te estar aqui. Ao pé de ti sinto-me segura!"
Oxalá, pensou ela, que Deus também assim o deseje.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A perda
O que mais nos atormenta o espírito é a forma abrupta como algumas coisas terminam.
É a forma como os dias tem de prosseguir sem aquela rotina que nos fazia crescer a cada pensamento ridiculamente igual ao anterior!
A forma como o destino controí e destrói caminhos é que assusta.... a forma avasaladora como lança as cinzas contra o vento.
Sacudir a água que nos pesa nos ombros depois do rescaldo da noite não nos enchuga os olhos cansados e permeáveis.
A crença religiosa de que o mundo conspira a nosso favor, tem vezes que parece uma estórea cruel de mais para nos ser contada...
E depois vem o reviver, e o reviver...
Que nos massacra como uma torneira mal fechada que vai pingando, e vai pingando e fazendo aquele som pela noite dentro... quando o silêncio impera e quando o pingar da torneira e o silêncio da noite se misturam.
Mas o que mais nos atormenta o espírito é a forma abrupta como as coisas terminam, como deixam de estar nos lugares habituais, e a perda passa a ser demasiado pesada para ser levada ao peito.
É isso mesmo: a perda das coisas que terminam abruptamente é que nos vai tornando irremediavelmente sós!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Coisas do Coração
"(...) E acabou-se, pensa ela, dirigindo-se a casa. É altura de deixar isto para trás.
Mas, ao acordar na manhã seguinte, sente-se pior, como se a ilusão levasse uma noite a solidificar-se. A constatação de que ele não há mais ele, de que não há a menor possibilidade de um futuro, nem sequer de outra noite juntos, faz-lhe doer o corpo todo, como se estivesse com gripe. Sai da cama e passa pelo chuveiro sentindo um vazio mais profundo do que, alguma vez, imaginara ser possível sentir por alguém na sua vida, após um período de tempo tão breve. É um vazio que ela sabe que nunca há-de preencher - nem tentar sequer. A queda é demasiado brusca. É caso para perguntar qual foi o idiota que disse que é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado. Ela não poderia discordar mais. (...)"
Mas, ao acordar na manhã seguinte, sente-se pior, como se a ilusão levasse uma noite a solidificar-se. A constatação de que ele não há mais ele, de que não há a menor possibilidade de um futuro, nem sequer de outra noite juntos, faz-lhe doer o corpo todo, como se estivesse com gripe. Sai da cama e passa pelo chuveiro sentindo um vazio mais profundo do que, alguma vez, imaginara ser possível sentir por alguém na sua vida, após um período de tempo tão breve. É um vazio que ela sabe que nunca há-de preencher - nem tentar sequer. A queda é demasiado brusca. É caso para perguntar qual foi o idiota que disse que é melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado. Ela não poderia discordar mais. (...)"
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
As palavras
"As coisas que não se conseguem dizer são as únicas que trazemos por perto."
Neste momento esta é a minha janela para ti. O meu mundo espelhado nas palavras que ecoam na minha cabeça e no meu coração.
Neste momento esta é a minha janela para o mundo, que é o teu mundo, que é o meu mundo.
"Às vezes o importante pode também ser esquisito. O que mais importa talvez tenha de ser esquecido. Para que se possa continuar."
Neste momento esta é a minha janela para ti, a ponte que construi para que me oiças, para que me vejas sem me olhar, para que me sintas sem me tocar, nua, fria.
Esta é a minha janela para o mundo, para o nosso mundo, o meu mundo construído sobre o teu mundo, a minha crista onde vejo o universo e toco nas estrelas.
Aguardo por ti no lado de dentro. O vazio desse lado é tão imenso.
Somam-se as palavras, somem-se as palavras.... escutas-me? Daqui de onde estou? Deste lugar de onde me deixaste presa nas palavras que incendeiam a minha alma por não te as dizer.
Fecha a porta agora. Atrás de ti, fecha a porta, não a deixes encostada por favor.
Neste momento esta é a minha janela para ti. O meu mundo espelhado nas palavras que ecoam na minha cabeça e no meu coração.
Neste momento esta é a minha janela para o mundo, que é o teu mundo, que é o meu mundo.
"Às vezes o importante pode também ser esquisito. O que mais importa talvez tenha de ser esquecido. Para que se possa continuar."
Neste momento esta é a minha janela para ti, a ponte que construi para que me oiças, para que me vejas sem me olhar, para que me sintas sem me tocar, nua, fria.
Esta é a minha janela para o mundo, para o nosso mundo, o meu mundo construído sobre o teu mundo, a minha crista onde vejo o universo e toco nas estrelas.
Aguardo por ti no lado de dentro. O vazio desse lado é tão imenso.
Somam-se as palavras, somem-se as palavras.... escutas-me? Daqui de onde estou? Deste lugar de onde me deixaste presa nas palavras que incendeiam a minha alma por não te as dizer.
Fecha a porta agora. Atrás de ti, fecha a porta, não a deixes encostada por favor.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
2º feira outra vez.... e um dia de cada vez!

Custou mas já passou.....
E hoje foi especialmente difícil.... a cabeça demasiado cheia de pensamentos já passados mas ainda não esquecidos!
Como diria alguém: "Demorei uma hora a conhecer-te, e só um dia para me apaixonar.... no entanto levará uma vida inteira para te esquecer.... mas é assim a vida. Aprendemos, e sofremos.... mas crescemos e tornamos-nos mais sólidos connosco e mais selectivos com o que queremos para a nossa vida.... e no final percebemos que nem sempre o que amamos é o que nos torna felizes.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Palavras
Somos seres em constante evolução, emocional e física. O que hoje é Perfeito para ti, "amanhã" poderá não o ser. Tudo tem o seu tempo. Acredito que a pessoa com a qual partilhamos o presente, é a pessoa que mais se adequa ao nosso eu actual. Mas nós mudamos, de um dia para o outro as circunstâncias podem ditar uma revolução nas nossas vidas, e o que tomávamos por garantido, de repente deixa de fazer qualquer sentido. Somos apanhados de surpresa e cambaleamos, duvidamos, QUESTIONAMOS. A maior parte das vezes, agarramo-nos ao garantido, porque tem menor risco, antecipamos o receio pelo desconhecido, repelimos o recomeçar do caminho, porque estamos feridos e achamos que não aguentamos mais uma reviravolta.
A dor faz parte do processo evolutivo, o erro também. É através dele, que nos conhecemos melhor, que vamos eliminando as etapas desnecessárias e filtrando o que queremos e o que deixamos de querer. Ficamos mais selectivos, mas ao mesmo tempo, cada vez mais perspicazes e sabedores do que é melhor para nós. Amadurecemos.
Falo por mim, cada vez mais olho para mim e para aquilo que quero. Sigo cada vez mais os meus instintos que por norma, têm-me levado a bom porto. Quando por chance, ponho a hipótese de aceder a expectativas externas e seguir um conselho de outrem, normalmente arrependo-me de não ter seguido os meus instintos, mas dou graças por ter aprendido algo: a confiar naquilo em que acredito, por mais altas que as vozes se levantem, e por mais reprovadores que os olhares se tornem.
Tudo isto só se conquista com uma auto-estima inabalável e uma fé quase fanática nas minhas acções. E para isso tenho de gostar muito de mim mesmo. Egoísta é o adjectivo que me ocorre ao elaborar este pensamento, mas este orgulho, este acreditar, é o que me tem mantido no caminho certo e permitido não quebrar, por mais negativas que pareçam as circunstâncias á minha volta.
Aprendi a não depender emocionalmente de ninguém, a não precisar de uma bengala para me ajudar a carpir o caminho. É uma tarefa estóica, mas libertadora de todas as correntes que se vão emaranhando no nosso coração e na nossa mente, que nos entorpecem, amolecem e impedem a Evolução do nosso Ser.
Assumo que tenha perdido qualquer coisa pelo caminho, uma lágrima, um sorriso, um abraço. É o preço a pagar pela minha sanidade mental. O controlo excessivo das emoções torna-nos mais ásperos, mais fechados, mas também mais preparados, mais atentos e mais capazes de responder em tempos de crise.
O sentimento está lá debaixo. Está bem guardado. Adormecido num sono hibernador e tranquilo. Intocável.
É como um trunfo guardado na manga, pronto a ser lançado no momento em que precisamos que a nossa Alma respire com mais fulgor.
E tendo esse trunfo guardado a sete chaves..jamais perderemos o jogo da vida.
A dor faz parte do processo evolutivo, o erro também. É através dele, que nos conhecemos melhor, que vamos eliminando as etapas desnecessárias e filtrando o que queremos e o que deixamos de querer. Ficamos mais selectivos, mas ao mesmo tempo, cada vez mais perspicazes e sabedores do que é melhor para nós. Amadurecemos.
Falo por mim, cada vez mais olho para mim e para aquilo que quero. Sigo cada vez mais os meus instintos que por norma, têm-me levado a bom porto. Quando por chance, ponho a hipótese de aceder a expectativas externas e seguir um conselho de outrem, normalmente arrependo-me de não ter seguido os meus instintos, mas dou graças por ter aprendido algo: a confiar naquilo em que acredito, por mais altas que as vozes se levantem, e por mais reprovadores que os olhares se tornem.
Tudo isto só se conquista com uma auto-estima inabalável e uma fé quase fanática nas minhas acções. E para isso tenho de gostar muito de mim mesmo. Egoísta é o adjectivo que me ocorre ao elaborar este pensamento, mas este orgulho, este acreditar, é o que me tem mantido no caminho certo e permitido não quebrar, por mais negativas que pareçam as circunstâncias á minha volta.
Aprendi a não depender emocionalmente de ninguém, a não precisar de uma bengala para me ajudar a carpir o caminho. É uma tarefa estóica, mas libertadora de todas as correntes que se vão emaranhando no nosso coração e na nossa mente, que nos entorpecem, amolecem e impedem a Evolução do nosso Ser.
Assumo que tenha perdido qualquer coisa pelo caminho, uma lágrima, um sorriso, um abraço. É o preço a pagar pela minha sanidade mental. O controlo excessivo das emoções torna-nos mais ásperos, mais fechados, mas também mais preparados, mais atentos e mais capazes de responder em tempos de crise.
O sentimento está lá debaixo. Está bem guardado. Adormecido num sono hibernador e tranquilo. Intocável.
É como um trunfo guardado na manga, pronto a ser lançado no momento em que precisamos que a nossa Alma respire com mais fulgor.
E tendo esse trunfo guardado a sete chaves..jamais perderemos o jogo da vida.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Homens e mulheres

Homens e mulheres!!!!!! Todos nós achamos que são "espécies" diferentes. Mas será? Ora vejamos:
O que vos ocorreria num primeiro pensamento? Cama.... ora aí está: um homem faz sexo, e uma mulher? Porque têm a mania de dizer que faz amor????? Ou fazem amor ou fazem sexo.... não estão ambos a praticar o mesmo! Para que utilizar palavras diferentes para a mesma coisa.... uma coisa leva a outra.... não são palavras separadas, é o mesmo acto! Certo?????
Ainda sobre este tema.... e no tocante à leitura. Na mesa de cabeceira do homem: "101 posições", na da mulher.... "102 formas de escapar"....
Bem se é este o vosso pensamento minhas caras dediquem-se à meditação... Sempre ouvi dizer sê uma lady na mesa e uma louca na cama!
Racionalidade de escolhas: os homens são demasiado racionais, as mulheres segundo consta emotivas. Os homens usam a razão para justificar as decisões, as mulheres agem por impulso o que muitas vezes pode levar ao "tudo-ou-nada".
Na escolha do parceiro o que vos parece? Pois bem, homem prefere mulher mais jovem. Não entendo? Uma mulher mais velha não tem mais charme?
As mulheres está claro que têm preferência por homens mais velhos..... não me digam que a resposta não é óbvia!!!!!!!! Recursos e Status..... à pois é meus caros!
Mas sabem que mais para mim tudo se resumo a isto:
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Deixa

Dá-me vida, dá-me paz, dá-me descanso!
Deixa que te devolva o conforto, que te abrigue, que te ame....
Deixa que te sinta, deixa-me que me sintas!
Deixa que te oiça, não te escondas....
Se não deixares que o meu corpo estremeça no conforto do teu, que o meu coração adoce suspenso no teu.... então deixa.... então vai me deixando aos poucos.... para que o arrepío da partida não quebre a minha alma ainda quente de ti!
Etiquetas:
post escrito em No meio de coisa alguma
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Faz

Se tens vontade de rir: ri!
Se tens vontade de chorar: chora!
Se tens vontade de gritar: grita!
Se tens vontade de ficar em silêncio: medita!
Se tens vontade de dizer tudo o que sentes: diz!
Se tens vontade de ficar ausente: afasta-te!
Se tens vontade de arriscar: arrisca!
Se tens necessidade de ficar confortável: estabiliza!
Se tens vontade, então FAZ!
Seja o que for, bem ou mal, os juízos são só de Deus....
Faz.....
Não deixes a âncora da estagnação presa nas tuas vontades. Elas apodrecem dentro de nós e criam larvas em vez de borboletas!
Etiquetas:
Post escrito em Janeiro 2010
Sonhos

A alma é um lugar sagrado onde te guardo e te reencontro sempre que o coração chama por ti.
Guarda todos os meus sonhos não satisfeitos, que imaginei, que sonhei, que te desejei e não te tive. Nada há mais real que o sonho e o amor, e eu perdi os sonhos quando o amor surgiu sem pedir, sem ser chamado, ser poder ser recusado.
Já sonhei muito, semeando as canções no vento, querendo ver crescer as nossa vozes, no que faltava sonhar... mas tu deixaste-me sem voz, sem palavras que te contassem que os sonhos guiam o nosso carácter e tu guiaste os meus sonhos....
Perco-te agora sem vontade de te recuperar... perco-te agora sendo já tarde, perco-te agora porque nunca me soubeste.... quiseste ganhar.
Menina perdida que achou que de sonhos também se vive, que de sonhos também se cresce, que de sonhos se permanece sem sofrer!
Magoa maior ainda, viver de sonhos e andar perdida, saber-te tua sem te saber meu!
O mundo é uma muralha sombria, onde os grandes amores esparsos ao vento, são como cinzas.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Após dois anos o que resta?
Há dois anos atrás escrevi este texto. Dois anos depois muita coisa mudou.... e muita coisa permaneceu inalterada! Há sentimentos que não mudam, há rostos que não se esquecem e ficam guardados nos recantos da memória à espera de serem rebuscados.
Os sentimentos são formas estranhas de se estar na vida, não os controlamos..... podem ferir-nos de morte ou matar-nos de alegria!
Cada um tem de construir as pontes ou as muralhas para de alguma forma se proteger.
" Nem sei bem o que isto é! Nem sei bem de onde vem.... isto de querer tanto chega a doer! Tento esquecer, mas o esquecer é um querer lembrar.... é um não conseguir esquecer.... é um querer recordar! É como se fosse "tu a ficar por não saberes partir.... e eu a rezar para que desaparecesses.... eu a rezar para que ficasses.... e tu a ficares enquanto saías!" Já não sei se é quase pecado o que se deixa.... quase pecado o que se ignora! Ou se é quase pecado este desencontro! Busquei nas palavras o conforto, mas as palavras já não alimentam e não são tão pouco promessas.... cansei-me do teu silencio morto... do teu constante volto já... e dessa sempre tua certeza de não poderes ficar por mais um pouco! Gostei de ti enquanto o teu corpo pedia e as minhas mãos ardiam.... mas passamos a não nos tocar enquanto saias, a não nos tocarmos enquanto saiamos.... passamos a não nos tocar e vamos fugindo! Só gostava de saber se alguma vez, pensaste em mim.... porque se assim não for..... eu não entendo porque razão não consigo desistir!
Os sentimentos são formas estranhas de se estar na vida, não os controlamos..... podem ferir-nos de morte ou matar-nos de alegria!
Cada um tem de construir as pontes ou as muralhas para de alguma forma se proteger.
" Nem sei bem o que isto é! Nem sei bem de onde vem.... isto de querer tanto chega a doer! Tento esquecer, mas o esquecer é um querer lembrar.... é um não conseguir esquecer.... é um querer recordar! É como se fosse "tu a ficar por não saberes partir.... e eu a rezar para que desaparecesses.... eu a rezar para que ficasses.... e tu a ficares enquanto saías!" Já não sei se é quase pecado o que se deixa.... quase pecado o que se ignora! Ou se é quase pecado este desencontro! Busquei nas palavras o conforto, mas as palavras já não alimentam e não são tão pouco promessas.... cansei-me do teu silencio morto... do teu constante volto já... e dessa sempre tua certeza de não poderes ficar por mais um pouco! Gostei de ti enquanto o teu corpo pedia e as minhas mãos ardiam.... mas passamos a não nos tocar enquanto saias, a não nos tocarmos enquanto saiamos.... passamos a não nos tocar e vamos fugindo! Só gostava de saber se alguma vez, pensaste em mim.... porque se assim não for..... eu não entendo porque razão não consigo desistir!
O dia em que te esqueci
"(...) Vivi iludida durante tanto tempo, julgando que o amor era feito de grandes arrebatamentos! Até o será, certamente, para os espíritos apaixonados. Mas tem de haver muito mais. Momentos perdidos no tempo não enchem dias. Noites sozinhas na cama a desejar o teu corpo ao meu lado, semanas, meses, anos de solidão povoada de segundas escolhas, até apareceres outra e outra vez, e para quê? Para me obrigares a pôr o coração ao espelho e depois desapareceres de novo? Para assegurares que o meu amor por ti se mantinha, eterno, certo, intemporal, intocável?
Tu não voltavas por mim, voltavas por ti e para ti. Os teus regressos serviam para marcares ainda e sempre o teu território. Mas tu alimentavas a ausência, o vazio, o grande equívoco de todo este amor. Porque na verdade, meu querido, estou agora em crer que nunca houve amor. Não da tua parte.
Há alguns meses, voltaste a afirmar que olhavas para trás e vias uma pessoa muito especial e importante. Mas enquanto me viveste sempre negaste, lembraste? Eu é que era a louca, que te perseguia, a teimosa que não te largava, a obstinada que não desistia (...)."
Tu não voltavas por mim, voltavas por ti e para ti. Os teus regressos serviam para marcares ainda e sempre o teu território. Mas tu alimentavas a ausência, o vazio, o grande equívoco de todo este amor. Porque na verdade, meu querido, estou agora em crer que nunca houve amor. Não da tua parte.
Há alguns meses, voltaste a afirmar que olhavas para trás e vias uma pessoa muito especial e importante. Mas enquanto me viveste sempre negaste, lembraste? Eu é que era a louca, que te perseguia, a teimosa que não te largava, a obstinada que não desistia (...)."
terça-feira, 28 de junho de 2011
Ela
Sabia-o desde sempre. Sempre a mesma velha, cansativa e constante guerra. A guerra de uma luta pelo amor.
Ela não sabia manter o coração aceso por muito tempo, pois há muito que alguém a tinha secado por dentro.
O amor era um lugar agreste que ela não sabia dominar.
E mais uma vez perdia a noção do bom senso, e mais uma vez voltava as costas depois de todo o esforço investido, e mais uma vez perdia a necessidade....
Queria esquecer o mundo e a vida mais uma vez. Depois de todas as cinzas lançadas ao vento, sentia-se frágil e descrente.... não havia quem repousa-se no seu colo, não havia quem quisesse as suas muralhas.
Colou a mão no vidro... olhando para a rua.... chovia.
O mundo parecia-lhe estranho. Mais uma vez perdida na imensidão da sua insane solidão.
Mas no fundo era assim que ela se sentia plena e tranquila, sem inquietações, nem desesperos baratos, nem ansiedades vaidosas dos que amam, sem mágoas dos abandonos, sem exaltações, sem réstias de esperança ou de desconsolo.
Nada.
Olhava para si e nada, nenhuma brisa de sentimentos.
Mas sentia-se diferente desta vez, sentia-se livre.... esta luta tinha sido demasiado desiquilibrada, lutou numa batalha de mãos quase atadas, esperneando o quanto possível, mas silenciada pelas circunstâncias! Por isso, dai, se sentisse livre!
E a liberdade não é o melhor que se tem na vida?
Ela seguirá em frente, passo a passo, dia após dia, sozinha mas consigo como sempre!
Um dia
Nem sempre compreendemos os nossos erros. O porque de sermos levados a comete-los e a persistir sobre eles, cometendo os mesmos vezes demais!
Talvez faça parte, talvez seja um caminho que temos de percorrer e bater no chão tantas vezes quantas as necessárias para perceber que a vida é madrasta, que as pessoas são o que são e que o mundo gira ao contrário.
O amor nem sempre nos mostra o caminho mais fácil, e na maioria das vezes somos obrigados a bater bem fundo para perceber que o amor é cego quase sempre, e nas restantes vezes vê bem mal!
As pessoas que conhecemos nem sempre são quem gostaríamos que fossem. Vêm devagar, entram de mansinho e raramente chegam para ficar. Vão estando.... não assentando arraiais, não impondo presença firme, vão estando....
No entanto acredito que haverá uma que irá chegar, e querer ficar e mesmo que por ironia do destino tenha de partir, saíra com o forte sentimento de que o seu lugar era ali, e não em mais lado nenhum!
Ainda não chegou.... mas não tardará....
O mundo sempre conspira a nosso favor no final do dia.... se no inicio nós sorrirmos para ele!
Talvez faça parte, talvez seja um caminho que temos de percorrer e bater no chão tantas vezes quantas as necessárias para perceber que a vida é madrasta, que as pessoas são o que são e que o mundo gira ao contrário.
O amor nem sempre nos mostra o caminho mais fácil, e na maioria das vezes somos obrigados a bater bem fundo para perceber que o amor é cego quase sempre, e nas restantes vezes vê bem mal!
As pessoas que conhecemos nem sempre são quem gostaríamos que fossem. Vêm devagar, entram de mansinho e raramente chegam para ficar. Vão estando.... não assentando arraiais, não impondo presença firme, vão estando....
No entanto acredito que haverá uma que irá chegar, e querer ficar e mesmo que por ironia do destino tenha de partir, saíra com o forte sentimento de que o seu lugar era ali, e não em mais lado nenhum!
Ainda não chegou.... mas não tardará....
O mundo sempre conspira a nosso favor no final do dia.... se no inicio nós sorrirmos para ele!
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